TRAVESSIA CASSINO – CHUI – O CAMINHO DOS FARÓIS

Monte Roraima
19/04/2016
Sérgio Gramático Jr.
25/05/2016

“Há um conselheiro que habita no silêncio: é necessário calar a mente para ouvir o sussurro da alma e sentir a presença que ombreia. Penetrar no sagrado espaço do silêncio é como cair para dentro, deitar-se na calma (…) Perdemos a voz para ganhar lucidez, e devagarzinho, nos afastamos da loucura do cotidiano (…)

E assim, sem mais nem menos, quase sem notar, finalmente bater asas e voar.”

Dulce Magalhães

 

– 07 dias de isolamento.

– 06 noites de socialização com pessoas em harmonia.

– Um desafio físico e mental de elevação espiritual.

Caminhar 220km por uma imensidão de praia, encontrando apenas conchas, dunas, náufragos e faróis, permite um encontro fantástico com o silêncio. (Re)descobrir nossa grandeza e nossa força. Uma experiência espiritual e física muito especial.

Um encontro com a essência de cada um.

Traga papel e lápis, com certeza haverá muitos insights.

cassino1

OS FARÓIS DO CAMINHO

 São 04 faróis durante a travessia.

cassino202 são desabitados: Farol Verga e Farol Sarita.

02 são habitados: o imponente e isolado Farol de Albardão e Farol do Chuí, na fronteira com o Uruguai.

Quem cuida e vive neles são representantes da Marinha brasileira, gente apaixonada pelos faróis e que não mede esforço par ajudar os viajantes que necessitam auxílio.

O visual de cima do farol de Albardão é impressionante e passa uma ideia clara do quão deserta é a região;

Enquanto de cima do farol do Chuí, tem-se uma vista privilegiada da fronteira sul e das praias uruguaias.

Um dos momentos mais lindos do caminho é o acampamento próximo ao Albardão.

Com certeza uma vista inesquecível.

Nota: a visita ao interior dos Faróis está condicionada à permissão da Marinha.

NAUFRÁGIOS         

Já nos primeiros 20 km de caminhada, encontraremos o “Fotogênico Altair”, um navio encalhado nesta praia desde 1976.

São mais de 200 naufrágios registrados na costa “gaúcha”, e muitos nesta região.  Alguns se destacam na praia, outros não passam de discretos vestígios surgindo entre as ondas, outros já foram empurrados pelas marés e se exibem aos viajantes entre as dunas da costa.

cassino3

Mas, independente do muito ou pouco que possa ser observado, cada um guarda sua história. Frente aos pedaços desta realidade, não há como não se perguntar:

“Como ocorreu o náufrago?”

“Sobreviveram?”

Mistérios sem respostas nesta imensa praia deserta.

DUNAS

As dunas são uma presença constante durante a caminhada, porém, durante quase 100km elas formam um cenário especial. Particularmente próximo à região do Farol de Albardão, elas se estendem sem vegetação por 4 km, em direção à Lagoa da Mangueira e por 40km no sentido Norte/Sul.

Um lugar mágico nas noites de lua cheia.

cassino4

SURPRESAS DA MARÉ

O mar traz surpresas. Árvores, bóias marinhas plásticas de meio quilo, bóias marinhas de ferro com mais de uma tonelada, pranchas de madeira trabalhadas pelo mar durante anos, carapaças de tartarugas gigantes, vivas e mortas, conchas, muitas conchas.

Pode ter certeza: o mar vai depositar surpresas pra você na maior praia do mundo.

Dos molhes da barra da Lagoa dos Patos, no balneário do Cassino em Rio Grande- RS, até os molhes da barra do arroio Chuí, na divisa com o Uruguai, são 220 km de praia. Uma faixa de areia contínua que se estende à fronteira sul do Brasil, com o oceano Atlântico à esquerda e a estação ecológica do Taim e Lagoa da Mangueira à direita. Uma praia preservada pelo difícil acesso, o que faz com que dos seus 220 km, 180 sejam praticamente desertos.

Ali não há hotéis, pousadas, lojas, ruas, sinal de telefone, e-mails, nem todo aquele excesso de afazeres e preocupações do dia a dia que nos ocupam a mente e sufocam o espírito.  A experiência de passar sete dias caminhando numa praia deserta entre conchas, dunas, naufrágios e faróis, longe da todo o supérfluo que nos é ostensivamente imposto permite ao viajante enxergar o que é realmente importante.

Oferecemos toda a infraestrutura necessária para viver esta experiência sem ter que se preocupar com nada, além de caminhar, fotografar, sentir as boas vibrações do lugar, deixar-se levar pelo seu impulso de encontro a si mesmo, e ao final da tarde, ter o seu acampamento preparado para recebê-lo no aconchego de uma noite agradável de descanso.

Para saber mais, entre em contato conosco pelo adventures@roraimabrasil.com.br

TRANSLATE THIS SITE NOW »