Fernanda Kalleder – São Paulo/SP

Eunice da Silva Carneiro – Uberlândia/MG
19/08/2012
Flávio Masahiro – São Paulo/SP
19/08/2012

Fernanda Kalleder – São Paulo/SP

Tomei conhecimento por meio de amigos.

De Boa Vista ficou a imagem de uma cidade tranquila de se viver, onde há tempo de apreciar um bom papo, o sorriso de um amigo, andar de bicicleta, etc.

O atendimento recebido da Venturas e Roraima Adventures foi surpreendentemente caloroso. Não foi apenas comercial, foi amigável.

Quem nos acompanhou foi o Magno, que nos passou todo seu amor por Boa Vista e Monte Roraima. Magno: você é uma pessoa generosa e sábia. Obrigada por seu carinho, sua preocupação com os detalhes sobre a viagem; com sua preocupação em nos contar sobre as lendas do Monte Roraima, etc.

A trilha do Monte foi uma lição de humildade e possibilidade de realização de um objetivo. Ainda estou em estado de êxtase.

O Léo (nosso guia) é uma pessoa extremamente responsável. Não sei se ele sabe de sua importância para o sucesso da expedição, de sua força moral e espiritual, pois foi assim que senti. Na nossa caminhada, ele se acidentou logo no começo da viagem e estava sentindo dores, dores que acabariam com o bom humor de qualquer ser humano, estava exposto em sua fisionomia que não estava sendo fácil, mas ele, em momento algum, se mostrou impaciente. Pelo contrário, além de realizar todas as suas atividades (nos guiar, responder nossas inúmeras perguntas, organizar e comandar os guias, cozinhar, montar barracas, etc) ainda estava disposto a nos ajudar no que fosse necessário. Ademais, ele tem a capacidade natural de integrar os elementos do grupo, de valorizar o ser humano que esta fazendo a caminhada e não seus defeitos e falhas. (Léo: obrigada, mais uma vez).

Gostei dos carregadores e fiquei impressionada com a força deles, o sorriso, o bom humor. Confesso que não tive muita disponibilidade de contato, de travar uma conversa, pois chegava “morta” nos acampamentos. Também, fiquei “chocada” e “envergonhada” ao ver que alguns eram tão jovens (homens e mulheres) e estavam carregando um peso que eu não agüentava e precisei contratá-los para dar conta do recado. Gostaria de agradecer ao Teodoro e sua família (Eduardo, Marcelo, etc) e, também, ao Gualter (não sei se é assim que se escreve) por me ajudarem, pois sem eles não seria possível realizar a expedição.

O que mais me impressionou foi a imponência e a delicadeza do Monte Roraima. Magno, ainda não consigo escrever sobre isto, pois tenho muita vontade de chorar. Não é um choro de tristeza e, ao mesmo tempo é também. Não sou boa para descrever minhas emoções e dizem que: “a palavra mata a coisa”. Bem, no momento, só consigo e quero sentir esta “coisa” que esta mexendo comigo, com minha sensibilidade.

Fiquei preocupada com a preservação do Monte Roraima. Infelizmente não são todos que evitam a degradação, que se preocupam em levar o lixo produzido, em não percorrer trilhas diferentes das já existentes, em manter aqueles jardins maravilhosos que lá existem, em não retirar pedras, flores, do seu ambiente natural.

Gostaria muito de voltar para fazer um roteiro diferente ou maior do que este que fiz.

Foi um privilégio poder realizar esta viagem. Estou com muita saudades de todos (Fê, Edson, Vivi, Márcia, Jaime, Carlos, Mônica, Toni, Luis – que apesar de distante – também foi importante). Nós sorrimos, choramos, brincamos, nos transformamos e nos unimos, buscando superar as adversidades

 

 

 

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